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quarta-feira, 29 de março de 2017

QUAL SUA QUALIDADE DE VIDA AGORA?


Segundo o Dr. Augusto Cury por sermos uma espécie pensante, temos tendência de cuidar seriamente daquilo que tem mais valor. 
Cuidamos do motor do carro para não fundir, da casa para não deteriorar, do trabalho para não sermos superados, do dinheiro para não faltar. Alguns se preocupam com suas roupas; outros, com suas jóias e, ainda outros, com sua imagem social. Mas qual é o nosso maior tesouro? O que deveria ocupar o centro de nossas atenções? O carro, a casa, o trabalho, o dinheiro, as roupas, as viagens?  Não! A vida! Sem ela, não temos nada e não somos nada. E sem qualidade de vida, ainda que estejamos vivos, não temos sentido encanto, saúde e prazer de viver.  Sem qualidade de vida, os ricos se tornam miseráveis; os fortes se tomam frágeis; os famosos vivem uma farsa. 
Mas será que cuidamos com seriedade da nossa qualidade de vida como cuidamos das outras coisas? Raramente. 
Quem é mestre em administrar sua emoção? Muitos governam países, mas são controlados por suas emoções doentes. Quem é especialista em liderar seus pensamentos? Muitos dirigem empresas, mas são algemados pelos seus pensamentos. Sofrem por pequenos problemas e, o que é pior, por coisas que nunca irão acontecer. 
Quem destila sabedoria nas derrotas e é um perito em pensar antes de reagir? Até psicólogos e psiquiatras, que são profissionais com a responsabilidade de cuidar da saúde dos outros, têm dificuldade de cuidar da sua qualidade de vida. 
Muitos exigem demais de si, trabalham excessivamente, não têm tempo para se 14 dedicar àquilo que mais amam.  Olhe para sua experiência de vida....  O que você tem feito para ser uma pessoa mais alegre, serena e segura? O que você tem feito para superar sua impaciência, ansiedade, irritabilidade? Seja sincero! Para alguns, a vida se tornou um mercado de rotina, uma fonte de tédio. Acordam, andam, trabalham, do mesmo jeito. Alguns jovens só conseguem perceber algo errado em suas vidas quando se tornam adultos frustrados, cujos sonhos foram enterrados nos becos da sua história.  Alguns profissionais só conseguem perceber que perderam o encanto pelo trabalho quando ficam deprimidos no domingo à tarde. 
Observe que um barulho no carro nos perturba e nos faz ir ao mecânico, mas muitas vezes nosso corpo grita através da fadiga excessiva, dores musculares, dores de cabeça e outros sintomas psicossomáticos. Ele está nos avisando que estamos estressados e que precisamos tomar atitudes, mas não ouvimos a sua voz.  
Você ouve a voz do seu corpo? 
Alguns só ouvem a sua voz quando estão num hospital, enfartados. Nossa espécie está passando por uma crise sem precedente. Protegemos nossas casas com grades nas janelas e com fechaduras nas portas, mas não sabemos como proteger nossa emoção contra as preocupações e dificuldades da vida. Milhões de pessoas acordam cansadas, não aquietam sua mente, se tornaram máquinas de trabalhar. São vítimas do sistema social, não param de pensar, não viajam para dentro de si mesmas. Todo esse corpo de argumentos revela a necessidade vital e urgente de um programa de qualidade de vida que tenha profundidade e praticidade, capaz de ser aplicado amplamente nas mais diversas áreas da sociedade.

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