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sábado, 24 de junho de 2017

OS PROFESSORES E OS SONHOS

Quero compartilhar com  meus colegas o que tenho percebido e aprendido na prática em sala de aula. Professores, vocês não precisarão de sonhos para ter eloquência, metodologia, conhecimento lógico. Nem precisarão de sonhos para gritar com os alunos, implorar silêncio em sala de aula, dizer que não terão futuro se não estudarem. 
Mas meus caros colegas com certeza vocês precisarão de sonhos para transformar a sala de aula num ambiente prazeroso e atraente que educa a emoção dos seus estudantes, que os retira da condição de espectadores passivos para se tornarem atores do teatro da educação. 
Precisarão de sonhos para esculpir em seus educandos a arte de pensar antes de reagir, a cidadania, a solidariedade, para que aprendam a extrair segurança na terra do medo, esperança na desolação, dignidade nas perdas.
Precisarão de sonhos para serem poetas da vida e acreditarem na educação, apesar de as sociedades modernas a colocarem em último lugar na sua atenção e em primeiro lugar no seu discurso. 
Precisarão de sonhos espetaculares para terem a convicção de que nós enquanto educadores somos os artesãos da personalidade e saberem que sem nós nossa espécie não tem esperança, nossas primaveras não têm andorinhas, nosso ar não tem oxigênio, nossa inteligência não tem saúde. 

O excesso de informações excita a construção exagerada dos pensamentos, gera ansiedade e obstrui a criatividade

Você concorda que a crise da educação não se deve apenas à desvalorização do professor, mas também à falência do processo de aprendizagem. O sistema educacional é obsessivo-compulsivo. Os alunos são colocados no mesmo programa, como se todos tivessem personalidades iguais. O conteúdo e o programa de ensino são engessados. Os professores são obrigados a seguir um rígido programa. Os alunos são bombardeados com milhões de informações inúteis. Eles se estressam e estressam seus alunos. A função da memória não é ser um banco de dados, mas um suporte da criatividade. 
O sistema educacional transforma os professores em máquinas de ensinar e os alunos em máquinas de aprender. O resultado? Poucos alunos de fato aprendem e quando aprendem não sabem para que serve o conhecimento que adquiriram. 
Os professores são poetas da vida, mas o sistema de ensino, do nível fundamental à universidade, tem formado servos. Os jovens estão despreparados para enfrentar os desafios exteriores e os conflitos interiores. Não sabem proteger sua emoção, administrar seus pensamentos, expor suas idéias, pensar antes de reagir.
O conhecimento, que dobrava a cada dois séculos, hoje dobra a cada dois anos. O que fazer com todo esse conhecimento? Exigir que o professor o ensine e que os alunos o aprendam é fabricar pessoas doentes. O excesso de informações excita a construção exagerada dos pensamentos, gera ansiedade e obstrui a criatividade. 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Qual a importância do aprendizado?

Posso até está sendo injusta, mas gostaria de entender de que adianta aprender a equacionar problemas de matemática se nossos jovens não aprendem a resolver os problemas da vida, de que adianta aprender línguas se não souberem falar de se mesmos?
Pois entendo que a educação não precisa de reforma, mas de uma revolução. A educação do futuro ao meu ver precisa formar pensadores, empreendedores, sonhadores, líderes não apenas do mundo em que estamos, mas do mundo que somos.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

EDUCANDO COM OS OLHOS: OS ESCULTORES DA EMOÇÃO

Gostaria que você leitor guardassem bem essa frase. A sala de aula não é um exército de pessoas caladas nem um teatro onde o professor é o único ator e os estudantes, espectadores passivos. Como educadora acredito que todos são atores da educação. Pois, na minha perspectiva a educação deve ser participativa.
Em minha opinião, um quinto do tempo escolar deveria ser gasto com os educandos ministrando aulas na frente da classe. Os educadores relaxariam nesse período, e os estudantes se comprometeriam com a educação, desenvolveriam capacidades críticas, raciocínio esquemático, superariam a fobia social.
Peço aos educadores que der atenção em especial aos educandos tímidos. Pois, percebo que estes têm diversos graus de fobia social, de expressar suas idéias em publico. A verdade é que muitos educadores estão fabricando uma massa de jovens tímidos. Percebo que os tímidos falam poucos, mas pensam muito, e às vezes se atormentam com seus pensamentos. A verdade é que os tímidos podem ser ótimos para os outros, porém, são péssimos para si mesmos. São éticos e preocupados com a sociedade, mas não cuidam da sua qualidade de vida. 
Os educadores são escultores da emoção. Portanto eduquem olhando nos olhos, eduquem com gestos: eles falam tanto quanto as palavras. Uma sugestão é organizar a classe em forma de U ou em circulo aquieta o pensamento, melhora a concentração, diminuem a ansiedade dos estudantes. E o principal o clima da classe fica agradável e a interação social dá um grande salto.