Você sabia que todos os anseios nascem da busca da mente por salvação ou satisfação nas coisas
externas e no futuro, como substitutos da alegria do Ser? Se somos nossas mentes, somos
aqueles anseios, aquelas necessidades, desejos, apegos e aversões. Fora deles não existe o
eu, exceto como uma mera possibilidade, um potencial não preenchido, uma semente que
ainda não germinou. Segundo Tolle, nessa condição, até mesmo o desejo de nos tornarmos livres ou
iluminados não passa de mais um desejo a ser realizado ou concluído no futuro. Portanto,
não busque se libertar do desejo ou “adquirir” a iluminação. Torne-se presente. Esteja lá,
como um observador da mente. É fatos que os seres humanos têm vivido enredados pelo sofrimento por séculos, desde que
decaíram do estado de graça, penetraram no domínio de tempo e da mente, e perderam a
percepção do Ser. Nesse momento, começaram a se perceber como fragmentos sem
sentido em um universo estranho, sem conexão com a Fonte e com o seu semelhante. O fato é que enquanto estivermos identificados com as nossas mentes, o que significa dizer,
enquanto estivermos inconscientes espiritualmente, o sofrimento, será inevitável. Estou falando do sofrimento emocional, que se observarmos é também a causa principal do sofrimento físico e da
doença. O ressentimento, o ódio, a autopiedade, a culpa, a raiva, a depressão, o ciúme e até
mesmo uma leve irritação são formas de sofrimento. E qualquer prazer ou forte emoção
contém em si a semente do sofrimento. É o inseparável oposto, que se manifestará com o
tempo.
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