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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Apresentando a sua nova amiga a Tristeza , você acha isso um absurdo? Então procure entender.

Eu, a Tristeza Eu sou a Tristeza. Ninguém gosta muito de mim, e eu entendo. Chego silenciosa, às vezes sem avisar, fazendo o mundo parecer mais pesado do que realmente é. Muitos tentam me esconder, me evitar, me empurrar para algum canto escuro. Mas, no fundo, eu só venho quando algo importante pede para ser sentido. Eu apareço quando um sonho se perde pelo caminho. Quando alguém que amamos parte sem despedida. Quando o corpo fala: “isso doeu mais do que eu queria admitir.” Eu não venho para destruir. Venho para lembrar que existe amor dentro de quem eu visito — é por amar, por querer, por se importar, que eu existo. Sou a pausa necessária. Sou o abraço que não foi dado. Sou a lágrima que lava aquilo que foi guardado por tempo demais. E quando me permitem existir, quando alguém chora sem vergonha, quando me deixam sair — eu não fico para sempre. Depois que cumpro meu papel, eu me torno leve, quase brisa. Vou embora para que outras emoções possam entrar: a calma, o alívio, até a esperança que sempre chega logo depois. Eu sou a Tristeza. E, mesmo sendo difícil, eu também cuido.

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